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🔮 Cenários para 2025 - como estou vendo e investindo em Brasil, EUA e Bitcoin

Atualizado: 17 de mar. de 2025

Resumo

  1. Há coisas que sempre mudam e há coisas que nunca mudam. Hoje, avaliamos os desafios e perspectivas do Brasil, dos EUA e do Bitcoin, além de comentar a posição dos investimentos pessoais do Monge diante destes cenários.

  2. Para o Brasil, estou pessimista com a bolsa e vendo os juros e inflação em alta apesar de toda a pressão política para que a Selic caia. Não há nada no horizonte que indique melhoras na política econômica.

  3. Para os EUA, o futuro parece positivo. As tarifas de Trump podem ser um tiro no pé, mas o universo de empresas inovadoras e eficientes do país justificam o otimismo: elas já sobreviveram a coisas piores, e podem encontrar um melhor ambiente de negócios com o novo governo.

  4. Para o Bitcoin, o fator mais importante sempre será o halving, mas a possível adoção por governos para constituir reservas estratégicas da moeda representa um ponto de virada na história (e no preço) do Bitcoin.

  5. Em 2025 estou aumentando o peso de ações americanas e algumas multi-nacionais européias, assim como sigo comprador de Bitcoin abaixo de US$ 100 mil. Estou e pretendo ficar zerado em bolsa brasileira e considero que apenas a renda fixa possa vir a merecer a minha atenção este ano.


Escrito por Alexandre Palazzo (o “Monge”) em Janeiro de 2025



Brasil: fatores de risco


O Brasil enfrenta um momento crítico de descontrole fiscal, marcado por gastos crescentes e uma insistência governamental em ampliar a arrecadação a qualquer custo. Estamos gastando como se estivéssemos em guerra, ou enfrentando uma pandemia. O rombo é imenso e está crescendo rápido. O governo, no entanto, só pensa em arrecadar: uma das medidas recentes mais controversas foi a retirada da isenção do Imposto de Renda para os fundos imobiliários. Essa mudança impacta diretamente investidores de varejo, reduzindo a atratividade desses produtos e minando a confiança no mercado financeiro local. Sem falar no dano que a fuga de investidores terá nas empresas de construção civil que se financiam através dos FIIs.


Para piorar um pouco as coisas, as ações contrárias à liberdade econômica, como regulações excessivas e intervenções no setor produtivo, têm limitado o crescimento sustentável da nossa economia. A combinação de um ambiente de negócios cada vez menos favorável e a alta carga tributária resultam em menor confiança dos investidores, fuga de capitais (vimos bilhões de dólares zarparem daqui em 2024) e dificuldades para a geração de empregos. Isso que o Drex ainda não entrou em circulação - quando entrar, a economia informal entrará em profunda crise. O trabalho informal no país e quase todas as MEI tendem a desaparecer, sucumbindo aos impostos impossíveis de serem pagos pelos pequenos empreendedores e trabalhadores autônomos.


O mais grave nesse cenário é a perda do poder de compra da população. Com o aumento da dívida pública e uma evidente falta de comprometimento com metas fiscais, a inflação pode voltar a assombrar a economia, ampliando ainda mais as desigualdades sociais. Estou falando de 10 a 15% de inflação anual caso o BC seja mesmo forçado a baixar a Selic. A perda de renda e o aumento brutal no custo de vida são armas apontadas para a cabeça do povo brasileiro. Basta uma disparar.


Dolar x Real, gráfico de candles mensais
Dolar x Real, gráfico de candles mensais

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, tamém sofre com estas ameaças que podem impactar negativamente seu desempenho. A deterioração das contas públicas continua sendo uma das maiores ameaças ao Brasil e ao IBOV. O descontrole fiscal, somado ao aumento da dívida pública, eleva a incerteza quanto à capacidade do governo de equilibrar receitas e despesas. Estamos a poucos passos (de novo) da dominância fiscal e da encruzilhada maldita em que o governo precisa escolher soltar a inflação ou matar o crescimento do país, já que não vai cortar gastos. Se o Banco Central mantiver ou elevar os juros para conter pressões inflacionárias e cambiais, considero seriamente a possibilidade de uma recessão. Se baixar os juros, perde completamente o controle da inflação e aumentará a o ritmo da fuga de capitais e da queda nos preços das ações brasileiras.


Da mesma forma, decisões governamentais que aumentam a interferência no mercado e nas vidas privadas dos brasileiros representam um grande freio no índice. Por exemplo, a agora defunta normativa da Receita Federal sobre o monitoramento de movimentos bancários criou incertezas e medo na população. A interferência que já vimos em estatais e empresas muito ligadas ao governo podem prejudicar nomes de peso no Ibov. Hoje a Petrobrás, por exemplo, está segurando na marra o preço da gasolina e do diesel perante a perda de poder de compra do Real e o valor destes combustíveis no mercado internacional. Não há como ela segurar isso para sempre.


Ibovespa, gráfico de candles mensais
Ibovespa, gráfico de candles mensais

Os fatores permanentes de risco: a dependência de commodities e a insegurança jurídica. O Ibovespa possui uma alta concentração em empresas de commodities, como Petrobras, Vale, outras mineradoras e produtoras de alimentos. Portanto, fatores externos como o desaquecimento da economia global, especialmente na China, pode reduzir a demanda por commodities brasileiras, afetando diretamente os lucros dessas empresas. Eu ia comentar sobre as ações do STF em 2024… mas o departamento jurídico da empresa me aconselhou a pular essa parte. 😅


O problema que vem de fora: caso o Federal Reserve mantenha taxas de juros altas ou as eleve ainda mais, investidores globais podem preferir os treasuries americanos, reduzindo os fluxos para mercados emergentes. O mundo não vai querer nem mesmo o nosso Tesouro Selic se este entregar 15% se houver treasuries atraentes fora daqui. Para o investidor brasileiro, porém, essa Selic a 15% pode representar uma solução para o dinheiro parado no Brasil. A Renda Fixa, a meu ver, será o grande destaque do país no ano que está começando.


O Brasil em um gráfico: o EWZ


O EWZ, ETF que replica o Ibovespa em dólares, apresenta um desempenho vergonhoso desde seu topo histórico em 2008. Esse comportamento reflete não apenas as oscilações do mercado acionário brasileiro, mas também a influência da cotação do real frente ao dólar e a percepção internacional sobre a economia do Brasil.


O EWZ atingiu seu topo histórico em maio de 2008, impulsionado por um cenário de alta nas commodities (que explodiram no mundo todo por conta do “milagre econômico chinês”), grande otimismo com o mercado emergente brasileiro e um real valorizado em relação ao dólar, que chegou a valer - pasmem - R$ 1.53 em 2011. Isso mesmo, 1 Real e meio comprava um dólar. Desde então o ETF (e o Real) está em uma tendência de baixa de longo prazo, caracterizada por topos descendentes e mínimas sucessivamente mais baixas. Essa tendência reflete, em grande parte, o desempenho fraco da economia brasileira ao longo da última década, somado à alta volatilidade política e econômica do país.


Do ponto de vista técnico, o EWZ segue dentro de uma tendência primária de baixa, com resistência significativa próxima de níveis marcados durante os topos de 2021 e 2023. A região entre US$ 25 era considerado um suporte crítico - e foi rompido. Por outro lado, o rompimento da resistência em torno de US$ 40 seria necessário para iniciar uma reversão mais consistente até a linha que une os principais topos do ETF. O interesse dos investidores em ativos brasileiros tem se mostrado limitado, com volumes de transação mais baixos em relação a outros ETFs de emergentes. Essa queda no volume preocupa: o Ibovespa dolarizado parece uma shitcoin, que vai sendo esquecida depois que a moda passa.


EWZ, a bolsa brasileira pelo olhar dos estrangeiros. Gráfico de candles mensais.
EWZ, a bolsa brasileira pelo olhar dos estrangeiros. Gráfico de candles mensais.

Fundamentos


Os fundamentos atuais da economia brasileira não sugerem uma reversão dessa tendência no curto ou médio prazo. Entre os principais fatores que dificultam um rompimento da tendência de baixa, estão:


1. Descontrole Fiscal:

O aumento contínuo do déficit público e a falta de clareza sobre o compromisso com metas fiscais são vistos como grandes riscos para a estabilidade econômica. Isso reduz a confiança de investidores estrangeiros.


2. Fragilidade Institucional e Intervenções Governamentais:

A interferência do governo em setores importantes, como energia e combustíveis, somada à aprovação de medidas contrárias à liberdade econômica, afeta diretamente o apetite por ativos brasileiros.


3. Baixo Crescimento Econômico:

O Brasil tem apresentado uma média de crescimento econômico muito inferior à de outros mercados emergentes, o que reduz sua atratividade como destino de investimento.


4. Dependência de Commodities e Volatilidade Cambial:

A alta concentração de exportações em commodities torna o mercado brasileiro vulnerável a choques externos, como a desaceleração na China, e às flutuações do preço do petróleo e dos metais. Além disso, a desvalorização estrutural do real frente ao dólar prejudica o desempenho do EWZ.


5. Concorrência de Outras Economias Emergentes:

Países como Índia e Indonésia têm se destacado mais recentemente como alternativas para investidores que buscam exposição a mercados emergentes, deslocando parte do capital que antes vinha ao Brasil.


Isso não significa que não possa haver um repique em 2025. O ano pode ser positivo para o índice, mas eu não me posiciono pensando em um ano. Meus investimentos precisam me deixar seguro quando à entrega de dividendos e resultados hoje e no longo prazo. Estou vivendo deles há dois anos e não posso correr riscos desnecessários, por isso cortei a Renda Variável brasileira do meu radar até que mudanças estruturais aconteçam.


EUA: Tarifas, Cortes de Gastos e o Legado de Trump


Nos Estados Unidos, a promessa de cortes nos gastos públicos feita pelo ex-e-futuro presidente Donald Trump gerou otimismo em certos setores do mercado. É importante não se deixar levar por promessas de políticos. Eles podem não querer realiza-las ou não conseguir pela má vontade de outros políticos.


Outra característica do primeiro governo Trump foi a imposição de tarifas de importação - ele promete repetir a dose nos próximos 4 anos. Apesar de terem beneficiado alguns setores domésticos, como o siderúrgico, essas tarifas também elevaram custos para consumidores e empresas que dependem de insumos importados. Essa dinâmica gerou alta de preços de produtos e pressão no custo de vida dos americanos. Num ambiente já inflacionário é importante observar o impacto dessas políticas na taxa de juros do Federal Reserve - FED, o Banco Central de lá. Com as tarifas vai ficar mais complicado atingir a meta de CPI de 2% ao ano.


Por outro lado, os EUA ainda se destacam como a maior economia mundial, mantendo a confiança de investidores globais. O mercado americano oferece oportunidades atrativas, especialmente em setores de tecnologia, saúde, energia, e até restaurantes e pizzarias superam o MSCI World, índice de desempenho médio das ações de 23 países. Tanto é assim que, quando eu apliquei meus filtros de qualidade em diversas empresas do mundo, as americanas foram as que mais passaram com tranquilidade. É difícil encontrar no resto do mundo empresas com o mesmo nível de inovação, de histórico sólido, de resultados crescentes e com guidance de anos ainda melhores pela frente. Claro, isso vai ter um reflexo nos múltiplos em que estas empresas operam - o mercado dos EUA tem tudo para ser mais caro que o europeu ou o brasileiro. Afinal, ele reúne empresas de maior qualidade e essa qualidade se reflete no preço.


Mas a bolsa americana não está numa bolha? Howard Marks responde


Uma das minhas referências pessoais desde que comecei a estudar o mercado financeiro foi o Howard Marks, um dos investidores mais respeitados do mundo, conhecido por sua abordagem disciplinada e seu profundo entendimento dos mercados financeiros. Ele é cofundador e co-chairman da Oaktree Capital Management, uma das maiores empresas de gestão de ativos focada em investimentos alternativos, particularmente em dívida e ativos em dificuldades (distressed assets). Howard também é autor de livros influentes sobre investimentos, como The Most Important Thing e Mastering the Market Cycle, que são amplamente utilizados por investidores profissionais e por pessoas com poucos anos de mercado - recomendo fortemente a leitura.


Entre as principais qualidades de Howard Marks, eu destaco:


1. Mentalidade Contrária (fuga da manada)

O cara é um grande defensor do pensamento contrário, ou seja, buscar oportunidades onde outros veem risco ou evitam investir. Ele acredita que grandes ganhos acontecem quando se investe de forma estratégica em momentos de pessimismo generalizado. Quem acompanhou meus investimentos em urânio no passado sabe que eu adotei essa mentalidade, e agora sabe com quem eu aprendi.


2. Foco na Gestão de Riscos

Uma de suas máximas mais conhecidas é: “Controlar o risco é mais importante do que buscar retornos extraordinários.” Marks entende que proteger o capital em cenários desfavoráveis é fundamental para o sucesso a longo prazo. Do ponto de vista do Monge e do investimento Zen, não adianta ganhar dinheiro e perder o sono.


3. Disciplina e Paciência

Ele enfatiza a importância de esperar pelos momentos certos para agir. Sua abordagem evita decisões precipitadas e busca aproveitar os ciclos do mercado de maneira calculada. Não existe nada mais Zen do que isso!


4. Habilidade de Ler o Mercado

Meu “guru” tem uma compreensão única dos ciclos econômicos e de mercado. Ele frequentemente destaca que entender onde estamos no ciclo é crucial para tomar boas decisões de investimento. Mas ele não faz all-in: como Marks mesmo diz, tentar adivinhar o futuro é uma grande e custosa bobagem.


5. Habilidade de Comunicação

Marks é um grande professor. As cartas dele aos investidores são conhecidas por sua clareza, honestidade e profundidade analítica. Elas abordam temas complexos de forma acessível e prática, o que torna seus ensinamentos valiosos para todos os tipos de investidores. Também recomendo fortemente a leitura destas cartas.


6. Ética e Humildade

Apesar de seu sucesso, Marks mantém uma postura humilde e aberta ao aprendizado contínuo. Ele admite que não é possível prever o futuro com exatidão e que o foco deve estar em tomar as melhores decisões possíveis com as informaçõese ferramentas disponíveis. Marks se destaca não apenas por seus resultados financeiros, mas por sua capacidade de ensinar e inspirar outros investidores. Ele oferece insights profundos sobre como pensar em termos de longo prazo, como lidar com a incerteza e como gerenciar emoções no mercado financeiro. Sua filosofia não é baseada em fórmulas rápidas de enriquecimento, mas sim em construir riqueza de forma sustentável e consciente.


O Mega-investidor Howard Marks
O Mega-investidor Howard Marks

E o que ele diz sobre o momento atual? Marks reconhece que o mercado está "um pouco" caro, com o índice S&P 500 apresentando um múltiplo Preço/Lucro (P/L) de 22 vezes, acima da média histórica de 16 vezes. No entanto, ele não considera essa elevação preocupante a ponto de caracterizar uma bolha.


Marks destaca que os valuations extremamente altos estão concentrados em um seleto grupo de ações de tecnologia, conhecidas como as "Magnificent Seven", responsáveis por uma parcela significativa da capitalização do S&P 500. Ele observa que, fora desse grupo, as ações não exibem valuations excessivamente elevados. Ou seja, existe muita coisa boa e com preços interessantes no mercado americano.


Além disso, Howard não identifica sinais de "exuberância irracional" no mercado mais amplo. Ele aponta que não há excesso de otimismo generalizado, nem setores superaquecidos na economia americana. Pelo contrário, muitos investidores demonstram cautela devido a preocupações geopolíticas e econômicas.


Em resumo, o Mestre Howard Marks avalia que, embora o mercado americano esteja valorizado, não há indícios de uma bolha iminente. Ele aconselha os investidores a permanecerem atentos aos fundamentos e evitarem decisões impulsionadas por euforia ou pessimismo excessivos. E assim estamos fazendo. O Monge tem procurado e encontrado ótimas empresas para investir nos EUA.


Bitcoin: O Ciclo do Halving e a Adoção Governamental


O Bitcoin apresenta uma dinâmica singular no contexto financeiro global. Historicamente, o preço da criptomoeda tende a subir desde 18 meses antes até 18 meses após o halving — um evento que reduz pela metade a remuneração dos mineradores pelo seu trabalho, cortando por consequência a disponibilidade de novos BTC por dia pela metade. O próximo topo de ciclo é projetado para outubro de 2025, considerando padrões anteriores.


Além disso, a crescente adoção governamental é um fator de transformação. Países como El Salvador lideraram o caminho ao incluir Bitcoin em suas reservas estratégicas, mas são reservas pequenas que não movimentam o preço. Caso outras nações sigam o exemplo, em especial uma grande economia como os EUA, China ou Rússia, o BTC poderá ser escolhido como uma alternativa superior às reservas tradicionais, como ouro ou dólar. Essa possibilidade pode impulsionar significativamente seu preço e zerar os estoques das corretoras - mesmo as que negociam em balcão, fora do book de ofertas. A grande diferença entre governos adotarem Bitcoin em vez de pessoas comuns ou empresas é que os governos podem imprimir dinheiro para comprar Bitcoin. Sua capacidade de compra é ilimitada. Não há como salientar o suficiente esse ponto. Imprimir trilhões em moedas fiat para comprar Bitcoin… Será algo assustador em termos de preço. Só não sabemos quem será o primeiro grande país a apertar o botão, nem sabemos quando. Mas é quase certo que vai acontecer. Eu conto pessoalmente com isso.



Estratégia básica de compra e venda de Bitcoin baseada no halving
Estratégia básica de compra e venda de Bitcoin baseada no halving

Importante alertar que o Brasil tem se apresentado cada vez mais hostil ao BTC e à posse de criptomoedas. Diante da impossibilidade de monitorar, controlar e taxar o que os brasileiros fazem com o dinheiro da internet, devemos ver o cerco legal se apertando cada vez mais, como no caso de aprovação do projeto de lei que proibirá que clientes de corretoras (exchanges) brasileiras retirem suas stablecoins destas para carteiras (wallets) pessoais. Em breve, ser bitcoinheiro no Brasil será considerado um ato de rebeldia, talvez até de desobediência civil. Nem todo mundo tem estômago pra isso. Mas os ETFs de BTC poderão ainda dar aos brasileiros a chance de ao menos estarem expostos aos movimentos do preço da moeda. Eu, por exemplo, comprei alguns deles no ano passado. Considero que o Bitcoin ainda está barato abaixo de US$ 100 mil, e que esse nível de preços pode não durar muito tempo.


Como o Monge está planejando 2025


Antes de mais nada, relembro que tudo o que está escrito neste artigo representa a minha visão pessoal dos mercados e ativos e que nada aqui pode ser considerado recomendação de investimento. Eu tenho uma estratégia definida, sólida, baseada nas minhas metas e necessidades. Nas minhas qualidades, defeitos e tolerâncias. Não copie o que eu faço, observe. Pense a respeito, estude. Consulte um assessor de investimentos antes de bater o martelo. Só então, decida-se. Lembre-se de que a responsabilidade pela decisão final é sua, traga ela ganhos ou prejuízos. E que o sucesso de alguém ou algum ativo no passado não indica nada sobre a performance futura. Um bom trade ou investimento nos deixa mais ricos, mas não mais capazes de acertar o próximo tiro.

Dito isso, eu estou me protegendo do descontrole fiscal brasileiro ao investir em ativos internacionais. Se estivesse preso ao Brasil, consideraria apenas o Tesouro Selic nesse momento turbulento. Como não estou, dou preferência às empresas fantásticas, às boas pagadores de dividendos ou àquelas que apresentam um fluxo de caixa confiável e crescente. A maioria dessas empresas está nos EUA. Sigo comprando ETFs de Bitcoin enquanto o preço oscila abaixo de US$ 100 mil. Depois disso, sento em cima das mãos e começo a vender no mês de setembro, ou caso os gráficos me dêem um forte sinal de topo.


Conclusão


O Brasil enfrenta desafios fiscais e institucionais que demandam cautela e proteção patrimonial. Os EUA mantêm sua atratividade, mas exigem seleção criteriosa de investimentos diante de múltiplos elevados de algumas empresas. Por fim, o Bitcoin emerge como uma opção interessante em um cenário de transformação monetária global, com potencial para ganhos significativos até out/2025 no curto prazo, e para ganhos ainda maiores quando começar a corrida dos governos atrás dele.


Sempre que possível, faça o stockpicking. Selecione com calma e profissionalismo o que você vai comprar e determine o que faria você vender. Se você não tem paciência ou conhecimento, procure por ETFs de índices, de grandes empresas e/ou de bons pagadores de dividendos. Ou melhor ainda, procure pelo conhecimento e pela paciência que lhe faltam! Você rala uma vida inteira para juntar algum dinheiro. Não perca esse dinheiro para a preguiça.


Esta não é a minha foto. Trabalho com apenas uma tela. 😌
Esta não é a minha foto. Trabalho com apenas uma tela. 😌

Para o investidor Zen, o Caminho está na diversificação, no foco em ativos resilientes e no acompanhamento das mudanças geo-políticas, econômicas e tecnológicas. Sempre que olharmos ao redor encontraremos desafios, mas também oportunidades para quem souber enxergar além do caos aparente. Se o ambiente estiver turbulento, respire. Acalme-se. Não tenha medo, mantenha-se centrado e consciente. O investidor Zen é aquele que tem sua mente aberta, sua coluna ereta e seu coração tranquilo.


Bons investimentos! Namastrade! 🙏

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