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🧩 O Discurso de Jerome Powell no Jackson Hole 2025

Por Alexandre Palazzo, o “Monge”

Agosto de 2025


Resumo deste artigo

  1. No discurso de Jerome Powell no Jackson Hole 2025, ele destacou a mudança nos riscos econômicos, priorizando o mercado de trabalho sobre a inflação em declínio e sinalizando cortes graduais nas taxas de juros.

  2. Powell relativizou a meta de inflação de 2%, tratando-a como um guia flexível em vez de rígido, o que pode estar escondendo um abandono completo da meta e uma “jogada de toalha” tanto na luta contra a inflação quando na situação fiscal americana, que precisa de um dólar fraco e inflação alta para continuar rolando suas dívidas.

  3. Essa postura aumenta a probabilidade de um corte inicial de 25 pontos-base nas taxas de juros na reunião do Fed em setembro, visando equilibrar o risco de desaceleração sem reacender a inflação.

  4. Para a economia e ativos convencionais, os cortes devem estimular consumo, investimentos e valorização de ações e títulos, enquanto commodities como ouro podem se beneficiar de yields mais baixos. Mas o exato contrário pode acontecer se Powell não estiver se antecipando e sim reagindo a uma queda na economia (recessão).

  5. No caso do Bitcoin, a flexibilização monetária pode impulsionar altas no curto prazo ao enfraquecer o dólar e atrair investidores institucionais, mas com riscos de volatilidade e mudança de ciclo nos próximos anos (inverno cripto).


Jerome Powell e sua impressora de dinheiro
Jerome Powell e sua impressora de dinheiro

Implicações para a Política Monetária, Economia e Ativos

No dia 22 de agosto de 2025, o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, proferiu seu aguardado discurso no simpósio econômico de Jackson Hole, um evento anual que reúne líderes financeiros globais para discutir políticas monetárias e econômicas. O discurso de Powell foi amplamente esperado pelos mercados, especialmente em um contexto de incertezas sobre inflação, crescimento econômico e a trajetória das taxas de juros nos Estados Unidos. Neste artigo, resumimos os principais pontos do discurso, analisamos a surpreendente relativização da meta de inflação de 2% pelo Fed, e exploramos as implicações para as taxas de juros, a economia, os ativos convencionais (como ações e títulos) e o Bitcoin nos próximos anos.


A fala de Jerome de Powell

O discurso de Powell no evento Jackson Hole 2025 foi marcado por um tom cauteloso, mas com sinais claros de uma mudança na postura do Fed em relação à política monetária. Abaixo, apresento os pontos que merecem a atenção do leitor (e algumas coisas que não encaixam na realidade):

  1. Mudança no equilíbrio de riscos

    Powell destacou que os riscos para a economia estão mudando. Ele reconheceu que a inflação, embora ainda acima da meta de 2% em alguns indicadores, está em uma trajetória descendente (o que não é verdade, se considerarmos dados do próprio Federal Reserve sobre o CPI). No entanto, ele expressou preocupação crescente com os riscos de desaceleração no mercado de trabalho. Powell afirmou:

    “Os riscos de baixa no mercado de trabalho estão aumentando, e a política monetária precisa se ajustar para refletir essa nova realidade.”

    Esse ponto sugere que o Fed está começando a priorizar o crescimento econômico e o emprego em vez de focar-se no combate à inflação. E que ele vê uma crise se aproximando que afetaria o nível de desemprego.

  2. Reconhecimento de “erros passados”

    Em um momento de aparente autocrítica, Powell admitiu que o Fed pode ter superestimado os riscos inflacionários em previsões anteriores. Ele mencionou que projeções de aumento significativo na inflação devido a tarifas comerciais não se materializaram. Dados recentes, como a inflação de julho de 2025, que veio abaixo das expectativas, reforçariam essa visão. A admissão sinaliza maior abertura para ajustes na política monetária. Esse ponto é curioso já que, se por um lado nós aqui no Monge já dizíamos que o efeito das tarifas nos preços seria menor que o previsto pelo mercado, o índice de preços ao consumidor nunca voltou para a meta de 2%! Os juros do Fed não estiveram, em nenhum momento, altos demais ou por altos muito tempo.

  3. Política monetária restritiva

    Powell reconheceu que as taxas de juros atuais, que estão em um nível considerado “restritivo” (entre 4% e 5% ao ano), estão limitando o crescimento econômico. Ele sugeriu que o Fed está pronto para iniciar um ciclo de cortes nas taxas, começando possivelmente na reunião de setembro de 2025. O objetivo seria aliviar a pressão sobre a economia, estimulando investimentos e consumo. Se observarmos no entanto o quanto o M2 (quantidade de dinheiro no mercado) crescente, fica uma certa dúvida sobre quão restritiva foi mesmo essa taxa juros.

  4. Relativização da meta de inflação de 2%

    Um dos pontos mais marcantes do discurso foi a relativização da meta de inflação de 2%, um pilar tradicional da política monetária do Fed. Powell afirmou:

    “A meta de 2% continua sendo um guia importante, mas não é um número rígido. Devemos considerar o contexto econômico mais amplo, incluindo o mercado de trabalho e o crescimento.”

    Essa declaração indica, a meu ver pelo menos, que o Fed jogou a toalha e não consegue mais trazer o CPI para a meta devido ao rombo fiscal do governo federal que transofrma o Federal Reserve numa gigantesca impressora de dinheiro.

  5. Perspectiva de cortes graduais

    Powell sugeriu que qualquer corte nas taxas de juros será “gradual e cauteloso”, para evitar choques nos mercados financeiros. Ele enfatizou a importância de monitorar dados econômicos, como inflação, desemprego e crescimento do PIB, antes de tomar decisões. Daí se pressupõe um ritmo de 25 pontos-base (0.25%) nos cortes futuros, com alguma chance de parada no meio do caminho.

  6. Foco na estabilidade financeira

    Por fim, Jerome destacou a importância de manter a estabilidade do sistema financeiro, especialmente diante de incertezas globais, como tensões geopolíticas e volatilidade nos mercados emergentes. Ele reforçou que o Fed está preparado para agir de forma proativa para evitar crises (coisa que nunca acontece, pois a entidade é reativa aos eventos, nunca se antecipando a eles).


O tom geral do discurso foi interpretado como “dovish” (favorável a políticas monetárias mais frouxas), com sinais claros de que o Banco Central dos EUA está se preparando para reduzir as taxas de juros em resposta a uma economia que mostra sinais de desaceleração.


O Que Significa Relativizar a Meta de Inflação de 2%?


Entendendo a Meta de Inflação

A meta de inflação de 2% é um objetivo de longo prazo adotado pelo Fed para garantir uma suposta “estabilidade de preços”. Inflação, em termos aceitos pela maioria do mercado (e que difere do meu conceito, já que sigo a Escola Austríaca de Economia), é o aumento generalizado dos preços de bens e serviços ao longo do tempo. Uma taxa de 2% é considerada pelo órgão como ideal porque permitiria crescimento econômico sem gerar pressões inflacionárias descontroladas (hiperinflação) ou deflação (queda de preços que poderia levar à recessão).

Quando Powell primeiro relativizou essa meta, ele sugeriu que o Fed pode tolerar períodos em que a inflação ultrapasse 2% sem reagir imediatamente com aumentos nas taxas de juros. Essa mudança refletiu uma abordagem mais flexível, conhecida como “average inflation targeting” (média de inflação ao longo do tempo), adotada pelo Fed em 2020. A ideia é que, se a inflação ficar abaixo de 2% por um período, o Fed pode permitir que ela supere esse patamar temporariamente para compensar. Isso daria “licença poética” para um ano ou dois de CPI mais alto.

Só que agora, disfarçadamente, falando como se fosse algo normal, o órgão chutou para escanteio a meta de inflação! Na minha opinião a decisão é tão grave quanto o a do dia 15 de Agosto de 1971, momento em que o então presidente Richard Nixon decidiu que a equivalência do dólar a uma certa quantidade de ouro não mais seria válida. Um gesto inconstitucional, um ataque à moeda americana e um desastre completo em termos de política econômica.

Calmamente, Jerome copia Nixon aponta outra bazuca na direção do dólar, fugindo da responsabilidade de manter seu valor estável (perante outras moedas fortes como Euro e Libra) como se ela jamais tivesse sido sua.


Por que isso é importante?

A relativização da meta de 2% indica que o Fed está mais preocupado com o risco de uma desaceleração econômica do que com uma inflação alta. Essa postura é justificada por dados recentes que mostram:

  • Inflação em queda: O índice de preços ao consumidor (CPI) de julho de 2025 veio abaixo das expectativas, sugerindo que as pressões inflacionárias estão diminuindo. Mas é uma medida isolada dos preços que ignora a tendência de médio prazo e o fato de estarmos longe dos 2% que por décadas foi um número cabalístico para o Banco Central dos EUA.

  • Desaceleração no mercado de trabalho: A taxa de desemprego tem mostrado sinais de aumento, o que preocupa o Fed, dado seu mandato duplo de controlar a inflação e maximizar o emprego. Nesse ponto, realmente, a situação da classe média em termos de emprego, renda e poder de compra tem sido frágil, pra dizer o mínimo.

  • Crescimento econômico moderado: O PIB dos EUA tem crescido, mas a um ritmo mais lento, com riscos de recessão no horizonte. Muito do GDP (Gross Domestic Product, mesma coisa que o PIB) tem vindo do gasto público crescente. Empregos em órgão estatais, por exemplo, tem superado as ofertas do setor privado, e isso é um freio de mão na economia mesmo que o GDP ainda não demonstre impacto. Ademais, a queda brutal nas importações dos EUA motivada pela crise das tarifas fez com que o GDP fosse jogado artificialmente para cima, uma vez que entra nessa conta a balança comercial americana.


Ao adotar uma postura mais flexível, Powell sinaliza que o Fed está disposto a priorizar o crescimento econômico e a criação de empregos, mesmo que isso signifique aceitar uma inflação um pouco mais alta no curto prazo. A questão que fica é: diante de fracassos anteriores quando ofereceu uma portura dovish, a entidade teria condições de acertar a dose dessa vez e produzir o tal soft landing sem a inflação disparar? Honestamente, acho difícil.


Implicações para a Reunião do Fed em Setembro

A reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) em setembro de 2025 será crucial para definir a trajetória das taxas de juros. Com base no discurso de Powell, é provável que o Fed anuncie um corte inicial de 25 pontos-base (0,25%) na taxa de juros. Algumas vozes no mercado, como o economista Scott Bessent, defendem cortes mais agressivos, de até 50 pontos-base, mas o tom cauteloso de Powell sugere uma abordagem gradual e bem mais adequada, considerando a frouxidão com que Powell tem descrito os pontos de risco da economia americana.


Fatores que influenciam a decisão:

  1. Dados econômicos recentes: O Fed monitorará indicadores como o CPI, o índice de preços ao produtor (PPI) e os relatórios de emprego de agosto. Se a inflação continuar a desacelerar e o desemprego aumentar, o caso para um corte de juros se fortalecerá.

  2. Sentimento do mercado: Os mercados financeiros já precificam um corte de 25 pontos-base, o que reduz o risco de volatilidade. Um corte mais agressivo, no entanto, poderia surpreender os investidores e gerar incertezas. O Fed não costuma agir de forma avessa ao consenso do mercado. Fica a pergunta de quem manda em quem, inclusive.

  3. Riscos globais: Tensões geopolíticas e a desaceleração em economias como a China e a Zona do Euro podem pressionar o Fed a adotar uma postura mais acomodatícia para sustentar o crescimento global.


Efeitos na economia

Um corte nas taxas de juros teoricamente estimula a economia, pois reduz o custo do crédito para empresas e consumidores. Isso pode levar a:

  • Aumento do consumo: Famílias podem gastar mais, impulsionando setores como varejo e imobiliário.

  • Investimentos corporativos: Empresas podem aumentar investimentos em expansão, inovação e contratações.

  • Risco de inflação: Taxas mais baixas podem reacender pressões inflacionárias, especialmente se a oferta de bens e serviços não acompanhar a demanda.

No entanto, cortes geralmente acontecem depois que a economia já se encontra de joelhos. Como disse antes, o Fed não tem como hábito a antecipação aos fatos ou a proatividade. Se Gerome está considerando baixar os juros e fala em riscos ao crescimento, é muito provável que um dia se admita que no segundo semestre de 2025 já havia uma recessão nos EUA. Logo, cortes de juros historicamente não coincidem com fases de crescimento econômico, e sim são usados como extintores de incêndio depois que a sala já está toda em chamas.


Impactos nos Ativos Convencionais

A política monetária do Fed tem impactos diretos nos preços de ativos financeiros, como ações, títulos e commodities. Vamos analisar como a flexibilização da meta de inflação e os cortes nas taxas de juros podem afetar esses mercados:

  1. Ações

As bolsas de valores, como a NYSE e a Nasdaq, tendem a se beneficiar (de novo, teoricamente) de cortes nas taxas de juros, pois o custo de capital para empresas diminui, aumentando lucros e valuations. Setores sensíveis a juros, como tecnologia e bens de consumo discricionário, devem ter desempenho particularmente forte. Por exemplo:

  • Empresas de tecnologia: Gigantes como Apple e Microsoft, que dependem de financiamento para inovação, podem ver suas ações subirem.

  • Imobiliário: Empresas do setor imobiliário, como REITs (Real Estate Investment Trusts), se beneficiam de juros mais baixos, que tornam financiamentos imobiliários mais acessíveis.

No entanto, a volatilidade pode aumentar se os investidores perceberem que o Fed está atrasado em suas ações ou se a inflação voltar a surpreender. Nesse último aspecto, o bicho pode pegar para os holders de títulos longos, como veremos a seguir.

  1. Títulos

Os preços dos títulos de renda fixa, como os Treasuries (títulos do governo americano), têm uma relação inversa com as taxas de juros. Um corte nas taxas deve aumentar o preço dos títulos existentes, beneficiando investidores que os detêm. Por outro lado:

  • Rendimentos mais baixos: Novos títulos emitidos oferecerão yields (rendimentos) menores, o que pode desincentivar investidores em busca de retornos mais altos.

  • Busca por risco: Com yields mais baixos, investidores podem migrar para ativos mais arriscados, como ações ou criptomoedas.

  • Curva de Juros: se o mercado entender que o sacrifício da meta de inflação hoje vai levar à necessidade de aperto monetário no futuro, depois que a variação o CPI voltar a níveis inaceitáveis como +6-8%, os títulos longos (com vencimento acima de 20 anos adiante) não terão suas taxas reduzidas. Pelo contrário, a tendência é de uma disparada nos yields! E esse é o ponto crucial a ser observado: se os yields de 10-30 anos apresentarem uma íngreme rampa ascendente, o mercado terá entendido que o gesto atual do Fed é um erro e que a instituição terá de voltar atras no futuro, admitindo mais uma vez que errou na sua avaliação da situação.


  1. Commodities

Commodities como ouro e petróleo também são afetadas. O ouro, que não paga juros, tende a se valorizar em ambientes de taxas mais baixas, pois se torna uma alternativa atraente a títulos de renda fixa. O petróleo, por outro lado, pode enfrentar pressões mistas, dependendo da demanda global e da força do dólar (que tende a enfraquecer com cortes de juros). As empresas mineradoras de ouro, que não acompanharam a alta do metal nos útimos anos, podem ser as principais beneficiadas pela nova política monetária. Estou de olho, por isso, nos ETFs GDX e GDXJ, de mineradores de ouro, além do ETF SGOL que vende cotas de depósitos físicos auditados. Compras nestes 3 ativos podem vir a ser feitas na semana que vem na carteira pública de ações que apresento semanalmente em nosso canal de Youtube (link para a playlist aqui).

  1. Impactos no Bitcoin

O Bitcoin, como um ativo descentralizado e muitas vezes visto como uma “reserva de valor alternativa” ao ouro, tem uma relação complexa com a política monetária. A flexibilização do Fed e os cortes nas taxas de juros podem ter os seguintes efeitos no Bitcoin nos próximos anos:

Curto prazo (2025-2026)

  • Alta potencial: Taxas de juros mais baixas tendem a enfraquecer o dólar americano, o que historicamente beneficia ativos como o Bitcoin. Além disso, a flexibilização da meta de inflação pode aumentar o interesse em ativos que protegem contra a desvalorização da moeda, como o Bitcoin. Após o discurso de Powell, posts no X indicaram otimismo entre investidores de cripto, com alguns prevendo que o Bitcoin pode superar novamente sua máxima histórica. Graficamente, a moeda ainda está em tendência de alta e tem, pelo ciclo de halvings, até setembro ou outubro para subir antes de vermos o próximo “inverno cripto”.

  • Volatilidade: O Bitcoin é altamente sensível a mudanças no sentimento do mercado. Se os cortes de juros forem percebidos como sinais de desaceleração econômica e falta de liquidez, o Bitcoin pode enfrentar quedas bruscas. Na minha opinião, este é um momento delicado que sugere a colocação de stops ou outro tipo de hedge. Tanto que estou desmontando posições especulativas e alavancadas na ponta compradora, como o ETF BITU e a empresa MicroStrategy (MSTR).

Médio e longo prazo (2027-2030)

  • Adoção institucional: A flexibilização monetária pode incentivar mais instituições a investir em Bitcoin, especialmente se a inflação permanecer acima de 2% por períodos prolongados. Fundos de hedge e empresas como a MicroStrategy já demonstraram interesse crescente em alocar Bitcoin em seus balanços de forma agressiva, e a lista de HODLers institucionais aumenta rapidamente.

  • Concorrência com outros ativos: O Bitcoin compete com outros ativos de proteção contra inflação, como ouro e ações de tecnologia. Sua performance dependerá de sua capacidade de manter a narrativa de “ouro digital” a ponto de superar a profecia do inverno cripto que se aproxima.


Conclusão

O discurso de Jerome Powell no Jackson Hole 2025 marcou um ponto de inflexão fundamental na política monetária do Fed, com a relativização da meta de inflação de 2% e sinais claros de cortes nas taxas de juros a partir de setembro. Essa postura reflete uma mudança de foco do “combate” à inflação para a proteção do mercado de trabalho e do crescimento econômico. É uma desistência mais que uma adaptação, visto que o país se afunda em dívidas e precisa de juros mais baixos para rolar trilhões de dólares em títulos com vencimento este ano e em 2026. O Fed esteve por anos entre a cruz e a espada, e parece que eles finalmente fizeram uma escolha.

Para os investidores, o momento exige cautela e diversificação, enquanto o público em geral deve estar atento aos impactos de longo prazo dessas decisões em seus bolsos e portfolios. O futuro da economia americana — e global — dependerá de quão bem o Fed equilibrará esses desafios nos próximos anos.

Como eu sempre digo, em toda guerra precisamos estabelecer defesas fortes antes de qualquer outra coisa. Considero os ETFs de ouro (e prata, que já tenho) e o Bitcoin como os melhores ativos defensivos no momento, pensando numa economia ainda em pé e o Fed querendo adiar o abismo fiscal em que os EUA se atiram. Se o problema for outro - uma crise de liquidez e recessão severa - serão os bonds a se beneficiarem. Para este caso escolho os mais curtos, de até 10 anos, já que a medida de abandonar a meta (isso me lembra uma certa “presidenta” 😜) vai implicar em inflação mais alta no longo prazo, qualquer que seja o cenário, o que coloca em alto risco os treasuries de longo prazo.

E a você, leitor, recomendo que siga a sua estratégia. Ela deve cobrir momentos como este, assim como todos os outros. Se os últimos eventos lhe trouxeram medo e ansiedade isso pode ser um sinal de que falta algo no seu plano A. Identifique os perigos internos da falta de uma estratégia forte e flexível e combata-os antes de se preocupar com o mercado. Existem ferramentas pra se ganhar dinheiro com mais ou menos inflação, com mais ou menos crescimento, com juros subindo ou descendo. Antecipe-se, eduque-se e, acima de tudo, conheça bem a si mesmo para criar uma estratégia de investimentos que traga serenidade e prosperidade.

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